A reforma dessa casa antiga, em São Paulo, parte do desejo de atualizar os espaços sem apagar a história do imóvel. Com projeto assinado pelo escritório Península Arquitetura e fotografado por André Mortatti, a intervenção preserva elementos originais e reorganiza a casa a partir de uma nova lógica de uso, mais aberta e conectada. O resultado é uma casa que não rompe com o passado, mas o integra de forma natural ao presente.
Área social: integração e preservação de elementos originais
A área social foi reconfigurada para funcionar como um espaço contínuo, conectando sala de estar, jantar e cozinha, ampliando a circulação e permitindo que a luz natural percorra os ambientes com mais facilidade.
A cozinha e a sala de jantar compartilham a mesma linguagem de materiais, com destaque para o granilite claro e a marcenaria que organiza o espaço sem criar barreiras visuais. As esquadrias e caixilhos em tom verde foram restaurados da casa original e aparecem como pontos de cor, trazendo identidade ao conjunto.
Publicidade
O piso de madeira original também permanece, ajudando a unificar os ambientes e reforçando a conexão com a história da casa. O resultado é um espaço funcional e acolhedor, onde diferentes usos convivem de forma equilibrada.
relacionadas
Pátio e área externa: o vazio como elemento central
No centro do projeto, o pátio assume um papel estrutural na organização da casa. Integrado à área gourmet, ele funciona como um ponto de encontro e distribui os fluxos entre os ambientes. Esse vazio intencional se torna protagonista da reforma, contribuindo para uma leitura mais equilibrada dos espaços.
Além de articular os ambientes, o pátio permite a entrada abundante de luz natural e favorece a ventilação cruzada, melhorando o conforto térmico da casa ao longo do dia. A presença do exterior no interior se torna constante, seja pelas aberturas amplas ou pela continuidade visual entre os espaços.
Publicidade
Área íntima:
Na área íntima, o projeto mantém a mesma estética adotada na área social, mas com uma abordagem mais contida e voltada ao descanso. A presença do piso de madeira original reforça a sensação de acolhimento, enquanto as cores claras nas paredes e superfícies ajudam a ampliar visualmente os ambientes e a refletir melhor a luz natural.
O aspecto clean e minimalista evita excessos e contribui para uma leitura mais tranquila dos espaços, onde cada elemento tem uma função clara dentro da composição. A marcenaria, presente de forma pontual, organiza o armazenamento e se integra à arquitetura sem criar interferências visuais.
Essa transição entre áreas mais abertas e ambientes íntimos acontece de forma gradual, sem rupturas, reforçando a leitura contínua da casa e mantendo a coerência do projeto como um todo.
Uma arquitetura que respeita a história
Ao equilibrar permanência e renovação, o projeto propõe uma leitura mais sensível da reforma residencial. Em vez de apagar ou começar do zero, cada decisão parte do que já existia, valorizando elementos que ainda fazem sentido e incorporando novas soluções de forma gradual e consistente.
Publicidade
A manutenção de pisos, grades e esquadrias originais, combinada com novas inserções, revela uma arquitetura que entende a transformação como continuidade. Mais do que atualizar espaços, o projeto mostra que construir também é preservar, respeitar e dar novos significados à história da casa.
Confira também a reforma de uma casa centenária em Campinas e se inspire em mais projetos residenciais!
























