Piscina pode dar choque elétrico? Como evitar acidentes

FERNANDO THUNM PAISAGISMO

Piscina é um espaço de lazer, mas envolve sistemas que exigem atenção quando o assunto é segurança. A presença de equipamentos elétricos, como iluminação e bombas, torna a instalação elétrica um ponto crítico, especialmente quando não segue critérios técnicos adequados. Entender onde estão esses riscos e quais cuidados devem ser observados é fundamental para garantir o uso seguro da piscina e da área externa.

Conheça a especialista

Andressa Oliveira é arquiteta e urbanista especialista no cultivo de plantas em casa e com experiência em projetos arquitetônicos e de interiores.

Por que ocorrem choques elétricos em piscinas

Choques elétricos em piscinas ocorrem quando há falhas na instalação elétrica de equipamentos associados ao seu funcionamento. Quando ocorre uma fuga de corrente, a água da piscina funciona como meio condutor, permitindo que a eletricidade se espalhe pelo ambiente aquático. Isso faz com que o risco não fique restrito ao ponto onde está o problema: a corrente pode atingir pessoas mesmo sem contato direto com luminárias, fios ou equipamentos.

Outro fator que agrava a situação é o corpo molhado. Nessas condições, a resistência elétrica da pele diminui, facilitando a passagem da corrente e tornando o choque mais intenso e perigoso.

Iluminação de piscina exige cuidados específicos

A iluminação é um dos pontos mais sensíveis da instalação elétrica da piscina. Diferente de outros equipamentos, as luminárias subaquáticas ficam em contato direto com a água, o que exige critérios rigorosos de segurança desde a escolha do produto até a forma de instalação.

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Luminárias usadas dentro da piscina devem operar em baixa tensão, de 12 volts. Essa exigência existe para reduzir riscos em caso de falhas elétricas. Além da tensão adequada, é fundamental que as luminárias sejam próprias para uso subaquático, com grau de proteção IP68, indicado para equipamentos projetados para permanecer submersos. Esse índice garante resistência contra umidade e infiltrações. Luminárias comuns, mesmo adaptadas ou bem vedadas, não oferecem a proteção necessária e representam risco.

A iluminação da piscina também precisa fazer parte de um sistema elétrico protegido, com aterramento adequado, que ajuda a reduzir o risco de choque ao direcionar a corrente elétrica para a terra, e dispositivos de segurança capazes de interromper automaticamente a energia em caso de falhas. Entre eles está o DR (disjuntor diferencial residual), responsável por detectar fugas de corrente e desligar o circuito. As normas técnicas brasileiras, como a NBR 5410, orientam essas exigências justamente para reduzir o risco de choques em áreas molhadas e submersas.

Por fim, a instalação deve ser feita por mão de obra especializada. Mesmo equipamentos adequados se tornam inseguros quando instalados de forma incorreta ou fora dos padrões técnicos.

Sinais de alerta e cuidados que não devem ser ignorados

Nem sempre problemas elétricos em piscinas se manifestam de forma imediata ou evidente. Antes de um acidente, o sistema costuma apresentar sinais de que algo não está funcionando corretamente.

Os sinais mais comuns incluem:

  • Sensação de formigamento ao entrar na água;
  • Choque ao tocar em partes metálicas, como escadas;
  • Iluminação piscando, apagando sozinha ou funcionando de forma irregular;
  • Disjuntores desarmando com frequência;
  • Equipamentos aquecendo além do normal ou emitindo ruídos incomuns.

A presença de qualquer um desses sinais indica que a instalação elétrica da piscina não está segura e precisa ser avaliada antes do uso.

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Problemas elétricos em outros pontos da residência também merecem atenção. Equipamentos elétricos que deixam de funcionar, oscilações na iluminação ou disjuntores que desarmam repetidamente podem indicar falhas no sistema elétrico geral, como ausência de aterramento adequado ou problemas nos dispositivos de proteção. Quando isso acontece, o risco não se limita a um único equipamento e pode afetar também áreas como a piscina.

De forma geral, a segurança elétrica da piscina depende de cuidados básicos. É importante que a luminária seja adequada para uso subaquático, opere em baixa tensão (12 volts) e tenha proteção própria para uso submerso. Também é imprescindível a presença de dispositivos de segurança, como o DR, aterramento correto e instalação feita por profissional qualificado, inclusive em piscinas residenciais.

A iluminação correta faz diferença tanto na segurança quanto no uso da área externa. Veja também um guia sobre iluminação de jardim.

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