Depois de aberto, o queijo precisa ser armazenado corretamente para manter a textura, o sabor e durar mais na geladeira. Quando guardado de forma inadequada, resseca, perde qualidade ou estraga antes do tempo. Com cuidados simples, é possível conservar melhor cada tipo e evitar desperdícios. A seguir, veja como armazenar queijo corretamente e fazer durar mais no dia a dia.
Conheça a especialista
Andressa Oliveira é arquiteta e urbanista especialista no cultivo de plantas em casa e com experiência em projetos arquitetônicos e de interiores.
Como conservar queijo depois de aberto
Depois de aberto, o armazenamento correto é essencial para manter textura, sabor e durabilidade. Cada tipo reage de forma diferente à umidade, ao ar e à temperatura, por isso vale ajustar a forma de conservação conforme suas características.
Queijos maturados e firmes
Queijos maturados, como parmesão, reino e provolone, quando em peças inteiras, podem permanecer fora da geladeira por curtos períodos, desde que em ambiente fresco e estável, abaixo de 25°C. A casca formada durante a cura protege o interior e ajuda a manter a umidade. Depois de cortados, porém, devem ser embrulhados em filme plástico e mantidos refrigerados para evitar perda de sabor, gordura e umidade. Nesses casos, podem ser armazenados na gaveta de legumes, que oferece um ambiente levemente mais úmido e menos frio.
Queijos fatiados e do dia a dia
Na maioria das vezes, o queijo é comprado já fatiado e embalado em plástico filme. Ao chegar em casa, vale retirar essa embalagem. Fatias como muçarela e prato podem ser mantidas em recipientes herméticos com tampa para evitar ressecamento e costumam durar até 7 dias após abertas. Na ausência de um recipiente adequado, podem ser reembaladas em filme plástico. O ideal é armazenar nas prateleiras superiores ou na gaveta de frios.
Queijos frescos
Versões frescas, como minas frescal e ricota, se conservam melhor em queijeiras com tampa e sistema de drenagem. Podem durar de 3 a 5 dias, desde que o soro seja descartado diariamente para evitar a formação de leveduras. Antes de armazenar, lave em água corrente e seque bem com papel toalha.
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Queijos macios e mais sensíveis
Queijos mais sensíveis, como brie, roquefort e gorgonzola, devem ser envolvidos no papel original ou em papel manteiga, papel para queijo ou alumínio, com troca da embalagem após o corte. Evite o contato direto com filme plástico por longos períodos, pois isso pode favorecer o desenvolvimento de mofo indesejado. O ideal é consumir em até 7 dias.
De forma geral, evite armazenar na porta da geladeira, por ser uma área com grande variação de temperatura. Também é importante não misturar tipos diferentes no mesmo recipiente, já que absorvem odores com facilidade. O uso de embalagens individuais ajuda a preservar melhor as características de cada tipo.
Pode congelar queijo?

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Congelar queijo é possível, mas nem sempre é a melhor escolha. O frio intenso altera a textura, deixando algumas variedades mais secas, quebradiças ou com menos sabor. Ainda assim, em certos casos, pode ser uma alternativa para evitar desperdícios.
Queijos que congelam melhor
Queijos mais firmes e com menor teor de umidade, como muçarela, prato, parmesão, provolone, gouda, emmental e gruyère, costumam congelar melhor. O ideal é armazenar já porcionado ou ralado, em embalagens bem vedadas, para facilitar o uso depois. Quando ralado, pode ser utilizado diretamente em preparos para serem levados ao forno, sem necessidade de descongelar. Após o descongelamento, ainda podem ser consumidos normalmente, mas podem apresentar leves mudanças na textura ou no sabor, sendo mais indicados para receitas quentes, assadas, gratinadas ou na panela.
Queijos que congelam com ressalvas
Queijos mais cremosos ou delicados, como brie e gorgonzola, também podem ser congelados, mas com mudanças mais perceptíveis na textura e no sabor. Por isso, deixam de ser indicados para consumo direto, como em tábuas de frios, mas ainda funcionam bem em preparos quentes.
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Queijos que não são indicados para congelamento
Queijos frescos, como minas frescal, burrata e cottage, não são recomendados para congelamento, pois liberam muita água e perdem a consistência, ficando com textura granulada e pouco agradável para o consumo. A ricota pode ser congelada, mas também apresenta alteração na textura, ficando mais granulosa e úmida. Por isso, é mais indicada para receitas cozidas ou recheios do que para consumo direto.
Em geral, os queijos podem ser mantidos congelados por até 3 meses. Depois de descongelado, não devem ser congelados novamente, pois isso compromete ainda mais a textura e a segurança do alimento.
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Mofo no queijo: consumir ou descartar?
O aparecimento de mofo é comum em alguns tipos de queijo, mas nem sempre significa que o alimento precisa ser descartado. A diferença está no tipo de queijo e na forma como esse mofo aparece.
Em queijos duros e maturados, como parmesão e provolone, o mofo superficial pode ser removido com segurança. Nesse caso, corte a parte afetada com uma margem de pelo menos 2 a 3 cm ao redor e descarte. O restante pode ser consumido normalmente.
Já em queijos macios, frescos ou fatiados, como muçarela, minas frescal e ricota, o ideal é descartar completamente ao notar qualquer sinal de mofo. Nesses casos, a contaminação pode se espalhar além do que é visível.
Queijos de mofo controlado, como brie, gorgonzola e roquefort, já possuem fungos próprios do processo de produção. Ainda assim, caso apresentem cheiro muito forte, coloração diferente ou aparência incomum, o mais seguro é não consumir.
Armazenar queijo corretamente faz diferença não só na durabilidade, mas também na qualidade. Ao guardar cada tipo da melhor forma, é possível evitar desperdícios e aproveitar melhor sabor e textura no dia a dia.
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E para continuar armazenando os alimentos corretamente, veja também como armazenar ovos.
















