Ter uma sauna em casa pode parecer um privilégio reservado a imóveis com grandes áreas de lazer, mas esse ambiente pode fazer parte de projetos residenciais mais compactos. Com planejamento, é possível encontrar soluções adequadas a diferentes espaços e propostas. Segundo os arquitetos Mariana Bamont e Lucca Vari, do Lima Vari Arquitetos, o segredo está em pensar a sauna como parte do projeto da residência, considerando suas particularidades desde o início. A seguir, entenda como funciona uma sauna residencial e o que considerar antes de incluir esse ambiente em casa.
É possível ter uma sauna em casa?
Segundo Mariana Bamont, é totalmente possível incluir uma sauna em um projeto residencial, desde que a infraestrutura necessária seja prevista desde o início. A arquiteta explica que áreas de lazer, espaços próximos à piscina, varandas cobertas e banheiros amplos estão entre os locais mais indicados para receber esse tipo de ambiente.
Lucca Vari acrescenta que a sauna pode ser incorporada até mesmo a espaços mais compactos. Dependendo do sistema escolhido, é possível integrá-la ao banheiro e trabalhar soluções próximas ao box. Para o arquiteto, mais importante do que definir uma metragem fixa é considerar a quantidade de pessoas que utilizarão o espaço, o equipamento escolhido e as exigências de instalação.
Mariana comenta que existem saunas compactas a partir de aproximadamente 2 m², desde que o espaço ofereça conforto e segurança para os usuários. Por isso, o tamanho não deve ser definido isoladamente. “Mais importante do que simplesmente definir uma metragem é prever corretamente toda a infraestrutura necessária para o funcionamento do sistema”, ressalta Lucca.
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Sauna seca ou a vapor: qual a diferença?
Depois de definir onde a sauna será instalada e o espaço disponível, o próximo passo é escolher o tipo de sistema, o próximo passo é escolher o tipo de sistema. As duas opções mais comuns são a sauna seca e a sauna a vapor, que oferecem experiências diferentes principalmente por causa da relação entre temperatura e umidade.
Mariana Bamont explica que a sauna seca trabalha com temperaturas mais elevadas e baixa umidade, proporcionando uma sensação de calor mais intenso. Já a sauna a vapor opera com temperaturas mais amenas e alta umidade, criando uma experiência mais úmida e suave.
Lucca Vari reforça que não existe uma opção necessariamente melhor que a outra. “Isso depende muito da experiência que o usuário busca”, afirma. O arquiteto conta que prefere a sauna seca pela sensação do calor e pela proximidade com a experiência tradicional, além da maior liberdade de projeto em relação à escolha de materiais, equipamentos e integração com outros ambientes.
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O que precisa ser previsto para instalar uma sauna em casa
Escolhido o tipo de sauna, é preciso entender quais adaptações serão necessárias para que ela funcione corretamente. “Um dos principais erros é pensar apenas no espaço físico e deixar a infraestrutura para depois”, alerta Lucca Vari. Segundo o arquiteto, pontos elétricos, ventilação, isolamento térmico, drenagem, quando necessária, dimensões do ambiente e posicionamento do equipamento devem ser definidos de acordo com o sistema escolhido.
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Mariana Bamont acrescenta que o equipamento responsável por gerar calor ou vapor precisa ser dimensionado corretamente para o espaço. O projeto também deve considerar iluminação apropriada, ergonomia dos bancos e acesso aos equipamentos para facilitar futuras manutenções.
Mariana Bamont reforça que esse planejamento deve começar cedo. “Minha principal recomendação é envolver profissionais especializados desde as etapas iniciais do projeto”, afirma. Além de evitar adaptações durante a obra, esse cuidado permite integrar melhor o ambiente ao restante da residência.
A segurança começa nos detalhes do projeto
Além de uma infraestrutura adequada, detalhes do projeto são fundamentais para o uso seguro da sauna. Lucca Vari chama atenção para a porta, que deve abrir para fora e não possuir uma trava que possa impedir a saída de quem estiver no ambiente. Também é necessário respeitar as distâncias de segurança entre o aquecedor e materiais combustíveis.
As instalações elétricas merecem atenção especial. Segundo o arquiteto, tomadas e outros componentes inadequados não devem ser instalados dentro da sauna, enquanto equipamentos e pontos de iluminação precisam ser posicionados de forma a reduzir riscos de queimaduras e superaquecimento.
Mariana Bamont reforça a importância da ventilação, do isolamento térmico e da escolha de materiais próprios para ambientes submetidos a altas temperaturas e, dependendo do tipo de sauna, à umidade. Como cada equipamento possui exigências específicas, essas definições devem seguir as orientações do fabricante e ser feitas por profissionais capacitados.
Quais materiais podem ser usados em uma sauna?
Os materiais escolhidos mudam de acordo com o tipo de sauna. Na seca, Mariana Bamont destaca a madeira como uma das opções mais utilizadas, especialmente espécies com baixa absorção de calor, que ajudam a proporcionar mais conforto térmico durante o uso. Já nas saunas a vapor, revestimentos cerâmicos, porcelanatos e pedras naturais são alternativas recorrentes por apresentarem boa resistência à umidade.
Isso não significa, porém, que o projeto precise seguir uma estética tradicional. Lucca Vari explica que atualmente é possível trabalhar com diferentes combinações e incorporar materiais como vidro e pedra para deixar a sauna mais integrada à arquitetura da casa. O cuidado é não escolher os acabamentos apenas pela aparência: Mariana alerta que utilizar materiais inadequados está entre os erros de planejamento. Cada superfície deve ser especificada considerando as condições de temperatura e umidade às quais será submetida.
Ter uma sauna em casa é possível até em projetos mais compactos, desde que o espaço, o tipo de sistema e a infraestrutura sejam pensados desde o início. Mais do que criar um ambiente de relaxamento, o planejamento adequado ajuda a garantir conforto, segurança e integração com o restante da residência.
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