Localizado no icônico Edifício Copan, em São Paulo, este apartamento de 175 m² parte de um desafio comum em imóveis históricos: atualizar os espaços sem perder a essência arquitetônica original. Assinado pelo escritório Estúdio Cedo, com André di Gregorio como arquiteto responsável, o projeto aposta em ambientes mais integrados e em uma leitura contemporânea da planta, preservando elementos marcantes da arquitetura do edifício. Com fotos de Maíra Acayaba, o apartamento combina materiais originais, circulação mais fluida e soluções que acompanham a forma de morar atual.
Área social: integração e continuidade visual
A área social é o ponto central do projeto, que foi completamente descompartimentado para uma nova forma de morar. Sala de estar e sala de jantar se conectam em um espaço contínuo, com poucos elementos que delimitam funções de forma rígida. Essa integração amplia a percepção do ambiente e propõe uma dinâmica de convivência mais conectada.
O mobiliário é distribuído de forma estratégica para organizar os usos, sem interromper a circulação. Sofás, bancadas, mesas e estantes funcionam como elementos que definem áreas, mantendo a fluidez do layout. A escolha de materiais segue uma linha equilibrada, com presença de madeira, mármore e concreto, superfícies neutras e detalhes que reforçam o caráter contemporâneo. A iluminação natural, característica marcante do Copan, é valorizada ao máximo, com aberturas amplas e poucos bloqueios visuais.
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Cozinha: funcionalidade integrada ao cotidiano
Acompanhando a proposta de integração do projeto, a cozinha toma espaço do que antes era um dos dormitórios do apartamento, se conectando diretamente à área social. Agora como um espaço aberto, ela passa a fazer parte do cotidiano da casa, permitindo diferentes usos ao longo do dia. A organização interna prioriza funcionalidade, com bancadas amplas e soluções que facilitam o preparo de alimentos e o armazenamento. A marcenaria aparece como elemento fundamental, ajudando a manter o ambiente organizado e visualmente limpo.
Materiais resistentes e de fácil manutenção garantem praticidade no uso cotidiano, como o concreto pré-fabricado e as bancadas em pedra Espírito Santo, que suportam bem o uso intenso da cozinha sem perder a qualidade estética. O desenho do mobiliário — com destaque para a marcenaria em madeira tauari maciça e a ausência de armários superiores — contribui para uma leitura mais leve e contínua do espaço, reforçando a integração com a área social e criando uma atmosfera mais próxima de uma casa do que de um apartamento.
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Área íntima: conforto e privacidade
Os ambientes reservados são voltados para a fachada de cobogós. Os quartos são organizados para garantir conforto, com layout simples e eficiente. A presença de materiais naturais e tons neutros cria uma atmosfera tranquila, adequada ao descanso. A iluminação segue essa lógica, com soluções mais suaves que favorecem o uso noturno. A distribuição dos espaços também considera a rotina dos moradores, criando ambientes que atendem tanto ao descanso quanto às atividades do dia a dia.
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Nos banheiros, a proposta é de atualização pontual, com foco em funcionalidade e durabilidade. Revestimentos e acabamentos são escolhidos para garantir praticidade, sem interferir de forma agressiva na linguagem do projeto. As bancadas e áreas de uso são organizadas de forma clara, priorizando conforto e facilidade de manutenção. A iluminação e os espelhos ajudam a ampliar a percepção de espaço, especialmente em áreas mais compactas.
Escritório: amplo e conectado
O escritório ocupa o espaço da antiga cozinha, resultado direto da reconfiguração completa da planta. Posicionado sobre o piso elevado em concreto pré-fabricado, ele ganha destaque pela forma como se projeta no ambiente, criando a sensação de leveza — quase como se estivesse flutuando. Essa solução reforça a leitura contemporânea do projeto e, ao mesmo tempo, mantém a integração visual com o restante da área social, aproveitando a iluminação natural e a ventilação cruzada já presentes no apartamento.
Um projeto que respeita o passado e atualiza o presente
O projeto resulta em um apartamento que traduz com clareza o potencial de reinterpretação de uma planta clássica do Copan. Ao reorganizar completamente os usos e apostar em poucos materiais bem definidos, o projeto equilibra a força da arquitetura original com uma leitura contemporânea, mais aberta e conectada ao cotidiano. Mais do que uma reforma, trata-se de uma nova forma de habitar o edifício — valorizando a vista, a luz e a experiência de viver a cidade a partir de dentro.
Confira também o apartamento que une dois andares e conta uma história de amor e se inspire em mais ideias de projetos contemporâneos.
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