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Fachada simples esconde casa com quintal cheio de charme

Taller Estilo Arquitectura

Localizada em Mérida, no estado de Yucatán, a Casa Miela foi pensada como um espaço de estadia que vai além da hospedagem. Com 86 m² e projeto assinado pelo Taller Estilo Arquitectura, a casa propõe uma experiência completa, onde arquitetura, cultura local e conforto se conectam de forma direta.

Por trás de uma fachada simples

A fachada reflete a proposta do projeto ao combinar elementos simples com uma linguagem contemporânea. O uso de materiais naturais e texturas criam uma relação direta com o contexto local, sem recorrer a excessos. Elementos construtivos típicos da região aparecem reinterpretados, seja nas superfícies, nos acabamentos ou na forma como os volumes são organizados, garantindo identidade ao projeto.

Por trás da fachada, o projeto surpreende com uma arquitetura clean e grandes janelas e portas de vidro. A combinação entre tons terrosos presente na decoração e mobiliário e os tons de verde da jardinagem proporcionam aconchego, além de contribuir para a ventilação dos espaços.

Estrutura e organização dos espaços

Foto da cozinha da casa.

Taller Estilo Arquitectura

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A escolha por uma planta em nível único facilita a circulação e reforça a ideia de continuidade entre os ambientes. A casa reúne área social, quarto com banheiro e espaços externos distribuídos em dois terraços e uma área com piscina.

A organização prioriza o uso fluido do espaço, com conexões diretas entre os ambientes internos e externos. Os terraços funcionam como extensões da casa, ampliando as áreas de convivência e permitindo diferentes usos ao longo do dia. A piscina, integrada ao conjunto, atua como ponto central da área externa e contribui para o conforto térmico, especialmente considerando o clima quente da região.

A integração entre os espaços internos e externos também permite que a ventilação e a iluminação natural percorram a casa, reduzindo a necessidade de soluções artificiais e melhorando o desempenho ambiental.

Materiais, cores e mobiliário

Foto da área interna da casa, mostrando a mesa e cadeira de jantar.

Taller Estilo Arquitectura

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A escolha dos materiais dialoga com os aspectos regionais e com o uso do espaço. A marcenaria, revestimentos naturais e acabamentos em tons neutros foram utilizados para alcançar a estética desejada do projeto e também criar uma base equilibrada, que valoriza a luz natural e contribui para o conforto dos ambientes.

As cores aparecem de forma equilibrada, mas marcante, trazendo identidade sem sobrecarregar a composição. Esse equilíbrio permite que os materiais e a arquitetura se destaquem, mantendo o ambiente leve e funcional.

O mobiliário acompanha essa proposta, com peças simples, muitas vezes integradas ao espaço, que priorizam o uso e a praticidade. A ambientação reforça o caráter de refúgio, pensado para receber diferentes pessoas e proporcionar uma experiência confortável.

Arquitetura como experiência de estadia

Pensada para aluguel de curta temporada, a Casa Miela vai além de uma solução funcional. O projeto busca criar um ambiente que valoriza o tempo de permanência, oferecendo espaços que se adaptam a diferentes momentos do dia.

A simplicidade da planta, aliada às escolhas de materiais e à relação com o exterior, resulta em uma casa que equilibra praticidade e identidade. Mais do que um lugar para ficar, o projeto propõe uma experiência conectada ao modo de viver em Mérida.

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Confira também o projeto de uma pequena casa localizada na mesma cidade que esconde um paraíso em seu interior interior

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6 Comentários
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Junior
Junior

Não entendo muito essas casas que a cozinha fica separada dos cômodos. Quando chove e a pessoa precisa beber água tem que pegar um guarda-chuva pra ir à cozinha?

Suzie
Suzie
Respondendo a  Junior

Oi, Junior! Que comentário interessante – e sabe uma coisa? No coração de Minas Gerais, essa ideia de fachada simples que esconde charme não é bem uma novidade!

Falam em herança colonial, mas a cozinha era o verdadeiro centro de vida da casa: paredes que guardavam histórias, fogões a lenha que atraíam amigos de fazendas vizinhas, mas distantes a pé. Como os percursos eram longos, quase sempre a turma pernoitava após beber e a comer – afinal, boas conversas e cantoria precisam de tempo! E lá se foi o final de semana…

E o quarto separado? Era o compasso sutil da casa: refúgio estratégico do movimento da cozinha, e quando as luzes do perímetro se apagavam, um sinal discreto de que o dia havia cumprido seu ciclo, deixando espaço para o silêncio do descanso. O ciclo produtivo recomeçava no dia seguinte, e cedo! Nessa altura, o vaso de barro (ou Jericó) sobre a cômoda mantinha a água “fresca” toda a noite.

A propósito, parabéns Jessica Uehara por essa matéria tão bem-feita – você conseguiu capturar o espírito de casas que têm alma própria!

Júnior, fez sentido para você?

Abraço,

Salvina
Salvina
Respondendo a  Suzie

Fantástico. Adoro a ideia de ter a cozinha longe dos quartos e da sala principal.

Alessandra
Alessandra
Respondendo a  Salvina

Também aprecio

Daniela
Daniela

Chão de pedra em área social não me agrada. Parece-me muito asséptico. Qual seria outra solução igualmente de fácil manutenção, porém com qualidades mais calorosas?

VERÍSSIMO
VERÍSSIMO

As casas mexicanas são desse tipo de contrução. Elas são ÚNICAS!!! Casa com cara de Casa… é bastante acolhedora,… em cada espaço revela o seu significado em detalhes,… ela se completa em cada ambiente,… me vendo com morando com a pessoa favorita,… essa casa é um privilégio!